Produtos Ypê: saiba quais estão liberados após nova decisão da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter suspensa a comercialização dos lotes de produtos Ypê fabricados entre março e abril de 2026. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 15, e se aplica a desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos.

A deliberação veio após a crise iniciada em maio, quando a agência determinou o recolhimento dos produtos após detectar falhas nas Boas Práticas de Fabricação da empresa em uma ação de vigilância realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026.

Depois da suspensão, a Ypê foi obrigada a adotar medidas corretivas e uma reinspeção foi realizada na fábrica no fim de maio. A partir daí, a Anvisa identificou melhorias e a autorizou a retomada da produção na unidade.

No entanto, a proibição dos lotes fabricados antes das mudanças permanecerá em vigor. Entenda:

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Quais lotes continuam suspensos?

  • Desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê: suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
  • Detergentes lava-louças (incluindo versões com enzimas ativas, toque suave, concentrado e linhas clear e green): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
  • Lava-roupas (Tixan Ypê e Ypê líquido – antibac, coco e baunilha, premium): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.
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Quais lotes estão liberados?

De acordo com a Anvisa, os laudos apresentados pela Química Amparo, empresa fabricante dos produtos Ypê, indicaram resultados satisfatórios para os produtos mais recentes e, por isso, a medida só se aplica aos lotes mais antigos.

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Assim, para desinfetantes e detergentes, foram considerados adequados os produtos fabricados entre 1º e 31 de março de 2026.

Já no caso dos lava-roupas, os testes demonstraram conformidade para os itens produzidos entre 1º de abril e 7 de maio de 2026.

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Relembre o caso

A crise com a Ypê teve início em novembro do ano passado, quando a Anvisa identificou a contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos da marca.

Depois, em maio, a agência suspendeu a venda de dezenas de produtos da empresa e, posteriormente, confirmou novamente a presença da bactéria. Segundo a agência, foram encontradas falhas consideradas graves nos processos de produção na fábrica de Amparo, em São Paulo.

Ao todo, a fiscalização, realizada pela Anvisa e as agências sanitárias municipal e estadual, encontrou mais de 70 irregularidades na fábrica, apontando risco de contaminação microbiológica dos produtos produzidos na planta industrial.

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As inspeções foram motivadas por denúncias apresentadas pela Unilever em outubro de 2025 e março de 2026 por meio do sistema Fala BR, canal de ouvidoria utilizado pelo órgão.

Após o caso recente, a Ypê apresentou um plano de ação para correção das irregularidades e participou de reuniões técnicas com a Anvisa para mitigação do risco sanitário. A partir das mudanças, a agência considerou a empresa apta a retomar suas atividades de forma imediata. 

 

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