Overtraining: o que acontece quando você se exercita demais?

overtraining treino

Já é sabido que a prática regular de exercícios físicos é fundamental para a saúde, mas é sempre bom lembrar: tudo em excesso pode fazer mal. O overtraining, que raramente também aparece com o termo aportuguesado sobretreinamento, acontece quando o esforço físico vai além do que o corpo suporta, podendo gerar complicações físicas e mentais.

A condição pode ser entendida como um desequilíbrio entre o estresse, nesse caso o esforço físico e mental demandado pelo treinamento, e o tempo de recuperação. Isso acontece pois esportes de alto rendimento exigem que os praticantes melhorem seu desempenho constantemente, o que pode gerar sobrecarga.

Mas não são só os atletas profissionais que precisam se preocupar em não extrapolar seus limites. A busca insaciável pelo corpo perfeito e por um estilo de vida saudável também pode levar a exageros que acabam indo contra os objetivos iniciais da atividade física. É importante estar atento aos limites do próprio corpo para não acabar no extremo oposto: exercitar-se tanto que você acaba prejudicando a própria saúde.

Possíveis complicações do overtraining

O overtraining pode trazer diversos prejuízos ao corpo, entre eles a perda de massa muscular. Então, não adianta treinar além dos seus limites para acelerar os resultados (seja na musculação ou em algum outro esporte), pois esse excesso tem o efeito contrário.

O excesso de esforço físico pode gerar alterações hormonais, diminuindo os níveis de testosterona e do hormônio do crescimento (GH), causando disfunção na tireoide e, nas mulheres, alterações no ciclo menstrual. Também pode causar distúrbios de sono e alterações de humor, que podem acarretar em um quadro mais sério, como depressão ou ansiedade.

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A longo prazo, o overtraining também pode desencadear o desenvolvimento acelerado de artrose, resistência à insulina, queda na imunidade, hipoglicemia, queda na libido e aumentar a chance de desenvolver doenças cardíacas.

Sintomas do overtraining

Para não sofrer com o treino excessivo, é importante estar atento aos sinais do corpo durante a atividade física. Vale lembrar que cada indivíduo tem os seus próprios limites, e não necessariamente o que que vale para outras pessoas se repete no seu caso.

O alerta deve soar com o desconforto fora do normal durante o treino: cãibras, perda de força, falha precoce durante séries que você costuma fazer, desconfortos musculares que duram mais de 72 horas, fadiga extrema e dificuldade para realizar as atividades do dia a dia, insônia e dores frequentes nos tendões e articulações.

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O overtraining também pode levar a quebra de fibras musculares, conhecida como rabdomiólise. Quando isso acontece, são liberadas substâncias nocivas no sangue, o que gera danos à saúde renal. Os principais sinais de rabdomiólise são cãibra, náuseas, vômitos e, no indício mais característico do problema, urina escura.

Além de estar atento aos sinais que seu corpo transmite, prevenir o overtraining envolve garantir períodos adequados de descanso para que o corpo se recupere do exercício. Também é importante seguir uma alimentação balanceada e a orientação de profissionais durante os treinos.

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