Treino funcional faz perder mais peso? Entenda a modalidade e seus resultados

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Você já se perguntou se existe um tipo de treino que ajuda a emagrecer mais do que as outras alternativas? E será que esse título pertence ao funcional, com suas variações capazes de introduzir ainda mais intensidade à rotina?

Pois saiba que não dá para ter certeza. A realidade é que todos os tipos de treino são úteis para manter uma boa saúde e, no que diz respeito à perda de peso, o que interessa mesmo é o déficit calórico ao longo do dia: embora algumas atividades possam até queimar mais calorias do que outras em um mesmo intervalo de tempo, no geral essa diferença é bem mais modesta do que parece – e a dieta acaba sendo decisiva.

Entenda o que diz a ciência.

Estudos não entram em consenso

Estudos tentando comparar a perda de peso associada ao treino funcional com aquela em outras atividades esbarram em algumas limitações.

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Em primeiro lugar, a definição de “funcional” nem sempre é a mesma dependendo da pesquisa; além disso, os trabalhos costumam ser pequenos e raramente conseguem controlar fatores que podem influenciarn os resultados, como a alimentação dos participantes. Eles também não fazem grandes comparações entre o funcional e as alternativas mais populares, limitando-se a apenas uma ou algumas delas.

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Nesse estudo de 2015, pesquisadores norte-americanos compararam o treino intervalado de alta intensidade (HIIT, na sigla em inglês), com exercícios isolados de musculação, ciclismo e esteira. O HIIT nem sempre entra na seara do treino funcional, já que tudo depende do tipo de atividade incluída, mas, neste trabalho, ele levou a melhor em termos de gasto calórico.

Só que há um problema sério: o trabalho avaliou apenas nove homens já habituados a fazer atividade física. Além de estatisticamente irrelevantes, os achados não podem ser extrapolados para outros grupos populacionais.

Uma pesquisa mais atual, publicada neste ano nos Scientific Reports da prestigiada revista Nature, analisou os impactos do HIFT (a versão realmente “funcional” do HIIT) e os comparou com um treino de resistência tradicional. O trabalho foi mais robusto cientificamente, envolvendo um ensaio clínico randomizado, mas também pequeno: 34 homens com sobrepeso, que foram acompanhados por apenas 8 semanas.

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Nele, o HIFT apresentou uma maior redução do percentual de gordura corporal, mas os autores apontaram a necessidade de pesquisas mais aprofundadas – a conclusão é que esse tipo de treino ajuda a perder peso, não que ele é necessariamente superior a todas as alternativas.

Dieta é mais determinante

De modo geral, as pesquisas apontam em uma direção parecida: o exercício é fundamental, mas sobretudo de um ponto de vista de saúde e manutenção do peso atingido após um processo de emagrecimento. Isso porque, para entrar em um déficit calórico que realmente faça a diferença na balança, é preciso também ajustar a alimentação.

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E, se você está treinando mais, é indispensável montar um bom plano alimentar para garantir que o corpo continue tendo a energia e os nutrientes de que precisa, mas ainda assim queime mais calorias do que ingere.

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Uma meta-análise publicada em fevereiro por pesquisadores chineses, avaliando estudos que compararam 12 modalidades, demonstrou que diferentes tipos de treinos trazem vantagens distintas entre si.

O HIIT parece oferecer ganhos mais eficientes em relação ao tempo de prática, mas um treino combinado mais próximo do conceito típico de funcional teria melhor efeito sobre o percentual de gordura corporal, por exemplo.

O ideal, mesmo, é manter o corpo em movimento sempre, encontrando a atividade que mais se encaixa na sua rotina e nos seus gostos. A adesão garante a continuidade, que é muito mais importante do que grandes queimas de calorias em um momento esporádico da semana ou do mês. Sem deixar de lembrar que nenhum exercício “emagrece” sozinho sem ajustes na ingestão alimentar.

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