O que é a pré-eclâmpsia e por que ela preocu…

A pré-eclâmpsia é uma condição marcada pelo aumento da pressão arterial durante a gravidez.

Ela pode comprometer a saúde da mãe e do bebê e representa a principal causa de mortalidade materna em países em desenvolvimento. A seguir, entenda como o problema acontece:

A pressão nas alturas

A pré-eclâmpsia é uma das principais preocupações no acompanhamento pré-natal das mulheres. Ela se caracteriza pela subida da pressão arterial, em geral a partir da 20ª semana de gestação, que passa a ficar acima de 140 por 90 mmHg (o 14 por 9).

O quadro afeta a saúde da mãe, gerando abalos nos rins, fígado e coração, assim como do bebê, prejudicando seu desenvolvimento.

Danos nos vasos

Embora não se saiba exatamente a causa, a hipótese é a de que tudo começa com um déficit de irrigação na placenta, responsável pela oxigenação e suprimento de nutrientes do bebê.

A disfunção faz com que células placentárias chamadas trofoblastos produzam substâncias inflamatórias que, ao cair na corrente sanguínea, lesam o endotélio, a camada interna dos vasos, elevando a pressão.

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Clique na imagem para ampliar (Foto: Jajah-sireenut/Getty Images / Ilustração: Rodrigo Damati/Veja Saúde)
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Os reflexos na mulher

A condição pode até nem dar nenhum sinal, mas em geral a elevação da pressão provoca manifestações como inchaço, sobretudo de mãos, pernas, pés e rosto.

Falta de ar e proteinúria (perda de proteína pela urina) também são características.

Nos casos mais severos, a pressão ultrapassa os 16 por 8, desencadeando dor de cabeça intensa e persistente, confusão mental e alterações visuais.

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(Ilustração: Rodrigo Damati/Veja Saúde)

Impacto no bebê

Ao afetar a circulação sanguínea, a pré-eclâmpsia pode levar à ruptura de artérias que irrigam a placenta, propiciando seu descolamento precoce — ou seja, o órgão pode se soltar em parte ou completamente do útero, interrompendo a oxigenação e o aporte de nutrientes ao bebê.

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Por isso, sofrimento fetal, nascimento prematuro e baixo peso são as principais consequências para a criança.

+Leia também: Síndrome de HELLP: entenda quadro que levou Lexa a ter parto prematuro

Fatores de risco para a pré-eclâmpsia

A condição afeta até 7% das gestantes e algumas situações favorecem seu aparecimento. São eles:

Primeira gestação
A atenção aos níveis de pressão deve ser redobrada quando a mulher engravida pela primeira vez.

Caso prévio
É preciso monitorar de perto aquelas que já tiveram pré-eclâmpsia em gestação anterior.

Histórico familiar
Como há evidências de predisposição genética, ter casos na família aumenta as chances do problema.

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Gravidez gemelar
Estudos mostram que em gestação múltipla, com uma ou duas placentas, o quadro é mais frequente.

Idade materna
A incidência aumenta para quem engravida nos extremos etários, antes dos 18 ou depois dos 40 anos.

Como se trata

Como profilaxia, o Ministério da Saúde recentemente passou a recomendar a suplementação de cálcio a todas as gestantes, porque o déficit do mineral aumenta o risco de hipertensão.

Com a pré-eclâmpsia diagnosticada, o plano inclui anti-hipertensivos e monitoramento constante da pressão. O sulfato de magnésio, administrado com a mulher internada por pelo menos 24 horas, é a estratégia para protegê-la diante da iminência de uma convulsão.

A antecipação do parto é a alternativa quando a gestação já está mais avançada, na 37ª semana, porque a retirada da placenta é a única forma de corrigir de vez o problema.

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Não confunda

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Clique na imagem para ampliar (Ilustração: Rodrigo Damati/Veja Saúde)

Fontes: Beatriz Carvalho, ginecologista e obstetra, com mestrado sobre gravidez de alto risco pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

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