Jornalista denuncia o comércio de lixo pelo mundo e seus impactos ambientais e sociais
Ler Resumo
Os garfos de plástico que você usou uma única vez vão parar em aldeias do Vietnã. O aparelho de TV quebrado é despachado para uma favela da Nigéria. Os pneus usados são mandados para a Índia. E as roupas escanteadas levadas até desertos no Chile.
Eis um resumo do itinerário daquilo que descartamos diária e globalmente, segundo o jornalista americano Alexander Clapp. Ele ficou anos viajando e investigando as rotas do escoamento, do transporte e do comércio de resíduos — dos mais aos menos nocivos —, e expõe seus achados impressionantes em As Guerras do Lixo, recém-publicado pela Editora Zahar.
As guerras do lixo
Em suas páginas, descobrimos como empresas privadas e governos negociam o material descartado, as regras e o desrespeito a elas que vicejam no setor e seus múltiplos reflexos sociais e ambientais – seja em um mercado de lixo eletrônico em Gana, seja em uma central de desmonte de navios na Índia.
Trata-se de uma obra de fôlego que tira de debaixo do tapete uma das discussões mais urgentes de nossa era: o que é feito daquilo que jogamos fora dia após dia?
Descargas tóxicas na Turquia, operações para despachar dejetos dos Estados Unidos para a América Central, feiras de sucatas eletrônicas na África, montanhas de lixo no solo e no mar… Uma denúncia minuciosa de um submundo que tenta se esconder, mas já está respingando sobre o meio ambiente e a saúde humana.
(Des)carga global
Números surreais da geração de resíduos pelo mundo:

Clique aqui para entrar em nosso canal no WhatsApp