Nervo vago: a surpreendente estrutura que conecta órgãos vitais e pode ser a chave para curar doenças

Ler Resumo

Ele é formado por 200 mil neurônios, metade do lado direito, metade do lado esquerdo do corpo. Começa no cérebro, se abre como uma árvore com seus ramos pelo peito e a barriga e conecta nossa central de comando a órgãos vitais como o coração e o intestino.

É o nervo vago, a maior estrutura do gênero no corpo e um elemento vital para orquestrar respostas fisiológicas que vão dos batimentos cardíacos aos movimentos intestinais.

Mais do que isso: esse ilustre desconhecido fora da medicina pode ser a chave para tratar uma série de doenças, não apenas no sistema nervoso.

Tamanho currículo justifica o protagonismo de um livro. E foi o que fez o neurocirurgião americano Kevin Tracey em O Nervo Vago (clique aqui para ler), que acaba de sair no país.

Nele, o médico expert nesse campo destrincha essa peça crucial ao organismo, aponta suas ligações pouco faladas com a imunidade e aborda uma série de tratamentos que, por meio da estimulação elétrica do nervo, podem trazer alívio para condições tão distintas como epilepsia, depressão e doença inflamatória intestinal.

Leia também:  Pesquisa revela o que realmente motiva os brasileiros a fazer exercício

Está tudo conectado

Quem é?

O vago é o maior nervo do corpo, uma via bidirecional de impulsos elétricos entre o cérebro e órgãos como coração, estômago e intestino.

Bate, coração!

O nervo vago participa das nossas respostas fisiológicas de estresse e relaxamento, de modo que influencia a cadência cardíaca. 

Continua após a publicidade

Eco na barriga

Essa estrutura também está ligada aos órgãos do aparelho digestivo, inclusive o fígado, formando o eixo intestino-cérebro.

Papel imune

Uma das descobertas mais fascinantes é a de que o nervo vago conversa com nossa imunidade e pode modular inflamações.

Mão dupla

Informações da periferia também chegam à central de comando cerebral pelo nervo vago, botando o corpo na mesma página.

Veja como o nervo vago está distribuído no corpo (Editoria de arte/Veja Saúde)

O que você pode fazer por ele

O autor do livro lista medidas que influem no trabalho do nervo vago

Continua após a publicidade

Exercício físico

Ele mexe com todo o corpo, moldando nossa resposta ao estresse — algo mediado pelo nervo.

Meditação

Há indícios de que a calmaria mental e o relaxamento ativem a estrutura positivamente.

Respiração

Se inspirar e soltar o ar em profundidade acalma os ânimos, é porque o nervo vago está no meio.

Banhos gelados

A exposição ao frio pode estimular o grande nervo — na hora é difícil, mas depois há recompensa.

Alívio contra doenças

A estimulação do nervo vago pode ajudar diante de alguns diagnósticos

Continua após a publicidade

Epilepsia

Foi a primeira indicação aprovada: um dispositivo conectado ao nervo bloqueia convulsões.

Depressão

Já tem aval nos EUA para casos que não respondem bem aos medicamentos.

Doença autoimune

Há estudos avançados para quadros de doença inflamatória intestinal e artrite reumatoide.

Obesidade

Um ultrassom que estimula o nervo é investigado para o controle do peso.

Leia também:  Estamos vivendo mais, mas não envelhecemos c...

Terapia elétrica

Os médicos hoje podem estimular o nervo vago com dispositivos implantados no corpo — em um esquema parecido com o dos marca-passos — ou por meio de aparelhos portáteis como TENS (estimulação elétrica transcutânea) aplicados em algumas regiões do corpo.

Continua após a publicidade

O tratamento da epilepsia e da depressão crônica, por exemplo, é feito pela primeira via. Já o controle de enxaqueca pela segunda. Há estudos em andamento, e a área ainda engatinha no Brasil.

O nervo vago

nervo-vago-livro

O nervo vago, de Kevin J. Tracey

Artigo Original CLIQUE AQUI


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *