Casos de hantavírus confirmados no Paraná não têm relação com cruzeiro; entenda
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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de infecção por hantavírus. Os afetados são moradores das cidades de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. Outros 21 casos suspeitos foram descartados e 11 estão sob investigação.
Os dados estão presentes em nota publicada na quarta-feira (6), na qual o órgão reforça que a doença está controlada no estado.
“A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença”, afirma César Neves, secretário estadual da saúde.
Duas unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apoiam o monitoramento dos casos: o Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres (IOC/Fiocruz) e o Laboratório de Referência em Vírus Emergentes (ICC/Fiocruz).
Sem relação com cruzeiro
Os casos identificados no Paraná não tem relação nenhuma com as três fatalidades registradas a bordo do cruzeiro MV Hondius.
“Os casos identificados no estado são da cepa silvestre, transmitida por meio de animais silvestres — roedores. Não há qualquer surto registrado. A Sesa monitora continuamente os casos de hantavirose e afirmou que a doença segue controlada”, reforça a secretaria.
Uma velha conhecida
A hantavirose é uma doença viral transmitida pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores silvestres. No Brasil, o principal vetor são ratos do gênero Oligoryzomys, que estão mais presentes em zonas rurais — tornando essa população mais vulnerável à infecção.
Os primeiros sinais costumam ser febre, dor no corpo e dor de cabeça e podem evoluir para um quadro de insuficiência cardiopulmonar, com pressão baixa e dificuldade para respirar. Se os sintomas não forem tratados a tempo, pode levar à morte.
Para prevenir a hantavirose, a recomendação é evitar contato com roedores silvestres. Não acumule entulhos, roce terrenos para evitar ratos, utilize equipamentos de proteção e mantenha alimentos guardados em recipientes fechados.
A doença não é novidade. No Brasil, já foram identificadas 830 infecções por hantavírus confirmadas ou ignoradas desde 2013, segundo dados do Ministério da Saúde. Só no primeiro ano de registro, foram 135. Neste ano, até o dia 27 de abril de 2026, haviam sete casos.
“A hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória imediata“, explica a secretaria estadual de saúde do Paraná.