Criação rígida afeta atenção e memória desde a infância

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Dificuldade para manter o foco, recuperar memórias e gerenciar tarefas do dia a dia. Eis os principais prejuízos à cognição de jovens criados com “pulso firme” por mães em depressão.

A conclusão é de um estudo brasileiro que acompanhou por duas décadas quase 2 mil crianças nascidas em Pelotas (RS).

Dos 3 meses aos 11 anos, as mães dos jovens participantes também tiveram que responder a questionários sobre sua própria saúde e o modo como educavam os filhos.

Assim, constatou-se que aquelas com sintomas depressivos constantes tendem a ter atitudes mais severas, o que prejudica o desenvolvimento infantojuvenil.

“O estresse frequente atrapalha o treino de atenção e o autocontrole desses jovens”, aponta Alicia Matijasevich, pediatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) que orientou a pesquisa. 

O artigo foi publicado no periódico European Child & Adolescent Psychiatry.

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Como a austeridade compromete a cognição até a adolescência 

Reprovados

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Jovens criados “na linha” tiveram pior desempenho em testes de foco e memória. 

Esquecimento

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Os principais desafios são sustentar a atenção por longos períodos e recordar fatos pessoais. 

Peso social

Agressividade dentro de casa impacta performance na escola, no trabalho e em relacionamentos. 

Depressão pós-parto

Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco mães enfrenta uma tristeza profunda até 12 meses após a concepção — quadro que pode se estender por anos, caso não seja tratado. “É importante que elas não sejam julgadas e que criem programas de apoio materno”, defende Matijasevich.

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Para a médica, o estudo reforça a necessidade de realizar rastreio de casos de depressão durante o pré-natal e após o parto.

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