Salvação dentro do útero: procedimento inédito corrige malformação na coluna de fetos

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Pela primeira vez, experts testaram com sucesso a combinação de células-tronco com cirurgia fetal em casos de espinha bífida. A abordagem pioneira foi projetada na Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores adicionaram uma camada de células-tronco provenientes da placenta humana ao procedimento convencional de correção de espinha bífida, malformação congênita por trás de diversas deficiências.

O objetivo é melhorar a regeneração da medula dos bebês, corroída em condições como essa. Todas as seis cirurgias foram bem-sucedidas.

“Os resultados são promissores, mas trata-se de uma tecnologia cara, pois a manipulação das células-tronco segue critérios rígidos e necessários”, comenta Denise Lapa, especialista em medicina fetal do Einstein Hospital Israelita e criadora de uma técnica intrauterina minimamente invasiva para tratar o problema.

“É preciso esperar para saber se os ganhos serão mantidos no longo prazo e se não aparecerão casos de medula presa, complicação que costuma surgir entre 6 e 9 anos de idade”, pondera a médica.

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Raio X do problema

O fechamento incompleto do tubo neural causa anormalidades  

O que é

Também conhecida como mielomeningocele, a espinha bífida aparece nos primeiros meses da gestação: a coluna não se fecha completamente e, por essa razão, a medula sai pelo orifício.

Consequências

O contato da medula com o líquido amniótico gera alterações no cérebro, como hidrocefalia. A condição pode ocasionar sequelas como fraqueza muscular, perda do controle do intestino e paralisia.

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Infográfico explica espinha bífida (Foto: JGI/Tom Grill/Getty Images Infográfico: Letícia Raposo/Estúdio Coral (design) e Rodrigo Damati (ilustração)/Veja Saúde)

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