9 famosos com TDAH e o que eles ensinam sobre o transtorno
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O transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) tornou-se um diagnóstico comum nas últimas décadas. Embora seja tipicamente diagnosticado na infância e adolescência — estima-se que até 2 milhões de brasileirinhos com menos de 14 anos convivam com o transtorno — ele pode ser “descoberto” em qualquer idade.
É frequente, aliás, passar anos acreditando que os sintomas são uma simples distração natural, sem procurar tratamento.
Com a superação gradativa dos estigmas em torno do TDAH, porém, cada vez mais famosos dentro e fora do país ajudaram a lançar luz sobre a questão. Compartilhando os impactos do transtorno sobre o seu dia a dia, eles trazem novas perspectivas sobre as nuances do transtorno.
Confira alguns casos de famosos que já falaram publicamente sobre o quadro.
1. Ana Castela
Recentemente, a cantora Ana Castela compartilhou que foi diagnosticada com o TDAH predominantemente desatento, um tipo em que a hiperatividade não é tão marcante assim (ela até se referiu ao quadro como TDA, “sem” H, mas esse termo não é mais padrão entre os médicos).
2. Tatá Werneck

Um exemplo bem conhecido de famosa com TDAH no Brasil é a atriz e apresentadora Tatá Werneck, que revelou ainda em 2016 conviver com o diagnóstico e as consequências dele para seu dia a dia. Em entrevistas, ela já contou que sofreu vários acidentes de carro em função da desatenção, mas, após entender a origem das distrações, preferiu parar de dirigir — segundo ela, não se medicar foi uma opção focando na carreira, pois médicos teriam alertado que os remédios poderiam afetar sua capacidade de improviso.
3. Fiuk

O cantor Fiuk, por sua vez, compartilhou publicamente o diagnóstico em uma participação no Big Brother Brasil, em 2021. Para ele, os impactos do TDAH já eram sentidos na infância, com dificuldades de aprendizado que resultaram em bullying no ambiente escolar, mas a identificação do transtorno só veio anos mais tarde.
4 e 5. Sabrina Sato e Suzana Alves

Diagnósticos tardios também foram a realidade para a apresentadora Sabrina Sato e a atriz Suzana Alves, que só revelaram publicamente que descobriram o TDAH quando já haviam passado dos 40 anos.
As duas também falaram de uma situação que por vezes gera confusão na hora de entender o déficit de atenção: a capacidade de, ao contrário do que se imagina, prestar atenção em várias coisas diferentes (mesmo que por pouco tempo), com momentos de hiperfoco. “Nossa atenção está em tudo ao mesmo tempo”, chegou a dizer Suzana, em suas redes sociais.
6 e 7. Simone Biles e Michael Phelps

Fora do Brasil, muitos famosos de diferentes meios também contaram sobre seus diagnósticos. No mundo dos esportes, dois multicampeões falam abertamente sobre TDAH há anos: a ginasta Simone Biles e o nadador Michael Phelps, várias vezes medalhistas olímpicos em suas modalidades, foram diagnosticados ainda na infância. Para ambos, o esporte foi uma maneira de estruturar a rotina e ajudar a encontrar foco e objetivos.
8 e 9. Jim Carrey e Tom Holland

Atores norte-americanos também falam sobre suas experiências com o transtorno. A exemplo de Tatá Werneck, Jim Carrey revelou que canalizou a desatenção e hiperatividade que sentia desde a infância em projetos criativos.
Já Tom Holland, conhecido por interpretar o Homem-Aranha, também destacou a presença de outras condições paralelas ao TDAH: em seu caso, também foi necessário enfrentar a dislexia.
O que fazer em caso de suspeita de TDAH
Como os inúmeros exemplos de famosos com TDAH mostram, um diagnóstico do transtorno não impede uma vida produtiva e uma carreira bem-sucedida. Mas os casos também chamam atenção para a dificuldade de compreensão em torno do quadro: embora muitos deles sentissem os impactos ainda crianças, grande parte dos diagnósticos só ocorreram já como adultos.
O surgimento dos primeiros sinais ainda na infância é um ponto que reforça a necessidade de atenção de pais e cuidadores diante do transtorno. Geralmente, um dos sinais mais explícitos são as dificuldades de aprendizado na escola, que podem vir acompanhadas de situações como uma inquietação constante na sala de aula, geralmente relatada pelos professores.
Mas é importante lembrar que nem todo TDAH é igual. Casos em que a hiperatividade está presente costumam ser identificados mais facilmente, mas o tipo predominantemente desatento pode ser ignorado e até atribuído erroneamente a uma “preguiça” da criança no ambiente escolar.
Sinais de dificuldades de aprendizado, inadequação social e até consequências emocionais indicam a importância de buscar um acompanhamento neuropsicológico para a criança – mesmo se não for TDAH, pode haver alguma outra neurodivergência que, uma vez identificada, pode ser tratada de modo a melhorar a qualidade de vida.
Caso você já seja adulto e nunca tenha recebido um diagnóstico formal, a recomendação é a mesma: procure orientação de um profissional se suspeitar que seu dia a dia é impactado pelo transtorno, especialmente se a sua infância já foi marcada por dificuldades que poderiam ser explicadas pelo TDAH.