Traqueíte: o que é, como surge e qual o tratamento

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A traqueia é uma parte central nas nossas vias respiratórias superiores, responsável por conectar a laringe aos pulmões, permitindo a passagem do ar. Quando esse órgão em forma de tubo está inflamado, estamos diante de um quadro de traqueíte.
Esse problema costuma surgir como resultado de uma infecção bacteriana secundária a alguma doença respiratória pré-existente e, embora possa afetar qualquer pessoa, é mais preocupante na infância. A traqueíte é um sinal de alerta para o agravamento de problemas de saúde que inicialmente pareceriam mais simples, e exige atenção médica sem demora.
Conheça mais sobre o quadro.
Como surge a traqueíte
No nível mais básico, a traqueíte é uma inflamação da traqueia. Na prática, os casos geralmente surgem associados a uma infecção bacteriana do órgão que, por sua vez, acontece de forma secundária a outra infecção respiratória prévia.
O mais comum é que a pessoa tenha sofrido primeiro com alguma doença viral, como gripe, covid ou problemas causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Enquanto o corpo enfrenta o problema de saúde inicial, o sistema imunológico fica mais debilitado e as mucosas do trato respiratório superior são danificadas, dois processos que abrem as portas para patógenos oportunistas se instalarem.
É nesse momento em que uma bactéria pode acabar se aproveitando das brechas no seu sistema de defesa para se proliferar por ali. Isso pode ocorrer em diferentes pontos do caminho percorrido pelo ar (a laringite é outra complicação comum), inclusive na traqueia.
Sintomas e sinais de alerta
Os sintomas mais característicos de uma traqueíte são uma dificuldade respiratória mais acentuada do que em momentos prévios da doença, acompanhada por uma tosse frequente e chiados na respiração. A tosse pode ser tão barulhenta que lembra um latido, por vezes sendo apelidada de “tosse de cachorro”. Esse sintoma também é clássico da laringite, o que exige avaliação médica para diferenciar os quadros.
O aparecimento da tosse e de ruídos na respiração que não parecem mais vir do nariz obstruído são sinais de que a infecção respiratória original pode ter se agravado, e exige uma busca mais diligente por orientação em um serviço de saúde.
A traqueíte é particularmente perigosa em bebês e crianças porque, nessa fase da vida, a traqueia ainda é naturalmente menor e mais estreita, com a respiração podendo ser bloqueada mais facilmente pela inflamação do que ocorreria em adultos. Uma obstrução grave pode prejudicar a passagem de ar de modo a causar risco de morte.
Como é o tratamento
Como a traqueíte quase sempre está relacionada a uma infecção bacteriana, o tratamento necessariamente exige antibióticos para combater o micróbio responsável por agravar os problemas. A administração costuma ser endovenosa, para uma resposta mais rápida, e pode ser acompanhada pelo uso de anti-inflamatórios para acelerar a reabertura das vias aéreas.
Na maioria dos casos, essas duas abordagens costumam ser suficientes. Outras formas complementares de manejo do quadro dependem da gravidade do quadro. Quando há dificuldades respiratórias extremas ocasionadas pela inflamação, pode ser necessário o uso de oxigênio suplementar, ventilação de suporte e, em casos muito graves (e raros), até mesmo uma traqueostomia.