Anvisa suspende remédios para controle de pressão e para câncer

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira (2) a suspensão da venda, da distribuição e do uso de dois medicamentos: um remédio para hipertensão e outro para câncer.

O primeiro é o maleato de enalapril, da farmacêutica Hipolabor. O segundo é o Halaven (mesilato de eribulina), indicado para pacientes com câncer de mama.

Anti-hipertensivo

A agência determinou a suspensão de nove lotes do maleato de enalapril, da Hipolabor, na dose de 20 miligramas (mg).

Segundo a fabricante, houve um erro nas informações impressas na embalagem externa do produto. Em vez da composição correta, algumas caixas trazem, por engano, a indicação de que o medicamento contém “10 mg“.

Os lotes atingidos são:

  • 0062/26M9o;
  • 0063/26M;
  • 0064/26M;
  • 0088/26M;
  • 0089/26M;
  • 0358/26M;
  • 0415/26M;
  • 0506/26M;
  • e 0507/26M.
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Remédio para câncer

Já o Halaven (mesilato de eribulina) 0,5 mg/ml foi alvo de recolhimento voluntário pela fabricante, a United Medical Ltda.

De acordo com a empresa, foram identificados problemas relacionados à quantidade do princípio ativo do medicamento, que apresentou níveis abaixo dos parâmetros aprovados pela Anvisa.

O lote atingido é somente o 148386.

O produto é da classe dos quimioterápicos e é indicado principalmente para o tratamento de adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático, além de sarcoma (grupo raro de tumores malignos) de tecidos moles.

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Ele é de uso estritamente hospitalar e administrado por via intravenosa. Com a medida da agência, ficam proibidos a sua comercialização, a distribuição e o uso do lote afetado.

Água para injeção e óleo de pequi

A resolução da Anvisa (2.238/2026) também atingiu outros produtos.

A agência determinou a suspensão do lote 8891/25 da Água para Infusão Sol Infus, fabricada pela Halex Istar Indústria Farmacêutica S/A.

Esse tipo de produto é um veículo estéril, usado para diluir ou dissolver medicamentos compatíveis que serão injetados nos pacientes.

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Segundo a Anvisa, um laudo do Instituto Adolfo Lutz apontou resultado insatisfatório em testes que avaliaram as características do produto.

Além disso, a agência determinou a apreensão de todos os lotes das cápsulas de óleo de pequi produzidas pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais.

O motivo é o fato de que o produto não possui registro, notificação ou cadastro na agência. Além disso, empresa responsável também não tem autorização para fabricar medicamentos.

O que fazer

Os consumidores que possuírem algum dos produtos afetados em casa devem interromper o uso e procurar orientação de um farmacêutico, médico responsável pelo tratamento ou do serviço de atendimento ao cliente (SAC) da fabricante.

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