Óleo de hortelã: como usar e quais os benefícios
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A hortelã é uma queridinha da medicina popular, sendo utilizada para a preparação de chás que prometem benefícios diversos, do descongestionamento das vias aéreas ao alívio de dores intestinais.
E, para ir além do que a infusão oferece, muita gente prefere apostar em um produto com concentrações maiores dos compostos encontrados na planta: o óleo essencial de hortelã.
Produzido a partir da chamada destilação por arraste a vapor, em que a água aquecida entra em contato com as folhas e flores para obter os óleos naturais da espécie (conhecida tecnicamente como Mentha x piperita), ele tem alguns usos consagrados – e outros que carecem de evidência científica mais robusta.
Conheça mais sobre ele.
Benefícios da hortelã (e do óleo essencial)
O óleo essencial de hortelã é uma das formas mais empregadas para avaliar os benefícios atribuídos à planta, inclusive com uma quantidade de trabalhos geralmente mais robustos do que aqueles em torno do próprio chá.
A planta é conhecida por suas atividades antimicrobianas, funções antioxidantes e benefícios para dores de estômago e problemas intestinais. Sprays contendo o óleo essencial de hortelã (combinados a outras plantas) também são utilizados para aliviar sintomas incômodos envolvendo a garganta, como dor, tosse e rouquidão.
Embora os usos populares sejam vários, a ciência ainda traz evidências que nem sempre são conclusivas para boa parte das alegações em torno do óleo de hortelã. Atualmente, o uso com mais respaldo é no alívio da síndrome do intestino irritável (SII), graças à ação antiespasmódica do mentol, principal composto extraído das plantas do gênero Mentha.
No Brasil, além de ajudar no tratamento da SII, o óleo essencial de hortelã aparece na lista de fitoterápicos de registro simplificado da Anvisa, por sua função expectorante, antiespasmódica e carminativa (isto é, no combate dos gases intestinais).
Como utilizá-lo
As indicações acima, com evidências científicas mais robustas, geralmente se referem ao óleo de hortelã com administração oral. Mas, como ele é um produto bastante concentrado, o ideal não é ingeri-lo diretamente, já que isso pode provocar sintomas gastrointestinais indesejáveis.
A administração mais recomendada costuma ser por meio de cápsulas gastrorresistentes – elas contam com um revestimento que protege dos ácidos estomacais, só promovendo a liberação quando as substâncias atingem o intestino delgado.
O óleo de hortelã também pode ser encontrado com indicações para uso tópico, servindo para a realização de massagens. Neste caso, a indicação tradicional sugere que ele poderia ajudar com dor de cabeça tensional ou dores musculares. Não há, porém, evidência científica de que isso funcione.
A inalação do óleo essencial costuma ser indicada para o alívio de congestão nasal.
Cuidados
O óleo essencial é vendido sem prescrição médica, mas isso não significa que ele seja isento de riscos. Como regra geral, não se deve ingerir o óleo de hortelã puro diretamente. Seguindo o que foi visto acima, a melhor pedida é obtê-lo em cápsulas que impedem sua liberação antes de chegar ao intestino.
Outros tipos de administração contam com recomendações próprias. Em relação ao óleo para uso cutâneo, a Anvisa contraindica seu uso em menores de 18 anos, devido à escassez de evidências.
Em qualquer situação, o óleo de hortelã deve ser utilizado como um reforço no tratamento de sintomas, mas não como uma terapia capaz de combater a causa de fundo dos problemas de saúde. Se os sintomas persistirem por dias após o começo do uso do óleo, procure orientação médica.