PeptiStrong: entenda o que é o suplemento proibido pela Anvisa
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Há alguns meses, um suplemento conhecido como PeptiStrong viralizou nas redes sociais. Entre as promessas que impulsionaram sua popularidade, estavam a de proporcionar ganhos musculares superiores aos do whey protein e a de “ser o melhor amigo do Mounjaro”, ajudando a preservar os músculos durante o emagrecimento.
Mas a fama não durou muito tempo: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (9), o recolhimento de todos os lotes do produto PeptiStrong fabricado pela empresa Manipulação Stevia Ltda. (Biostevi Pharma).
Segundo a agência, a fava hidrolisada que compõe o suplemento ainda não passou pela avaliação de segurança exigida para seu uso em alimentos no Brasil. A determinação foi oficializada pela Resolução nº 3.967/2026, publicada no Diário Oficial da União.
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O que fazer se você já tinha comprado PeptiStrong?
Suspenda o consumo imediatamente. Mesmo que você já esteja utilizando o suplemento e não tenha apresentado efeitos adversos, não é seguro.
A Anvisa ainda não divulgou um procedimento específico para devolução do produto nesse caso, mas consumidores podem entrar em contato com o estabelecimento onde realizaram a compra para perguntar orientações sobre troca ou reembolso.
Pelas normas sanitárias do Brasil, a empresa responsável pelo recolhimento deve informar os consumidores sobre os motivos da medida, os possíveis riscos e os canais disponíveis para atendimento e devolução.
Quem apresentar alguma reação inesperada após o consumo deve notificar à Anvisa e procurar um médico.
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O que é o PeptiStrong
É um peptídeo bioativo vegano, obtido a partir de proteína da fava (Vicia Faba), que vem sendo apresentado como uma boa alternativa para estimular a síntese proteica muscular.
Segundo a empresa que fabrica o PeptiStrong, ele seria ótimo por ser formado por peptídeos bioativos, obtidos a partir da hidrólise da proteína da fava. Mas só a partir disso não dá para concluir nada.
“Uma comparação conclusiva exige acesso à composição analítica completa e padronizada dos produtos, considerando quantidade consumida, teor de leucina e dos demais aminoácidos essenciais, digestibilidade e biodisponibilidade”, explica o nutricionista Caio Victor, professor da Faculdade de Ciências Médicas da UNIFACISA.
Basicamente, há três estudos principais que supostamente embasam as propriedades atribuídas ao PeptiStrong. Mas eles têm desenhos bastante diferentes — e nenhum deles, isoladamente ou em conjunto, permite dizer que o suplemento é superior ao whey.