Cardiologista explica 6 primeiros socorros em caso de dor no peito

Projeto contra infarto tem como objetivos treinar médicos e enfermeiros dos serviços de emergência e também orientar a população. (Imagem: JOSHUA COLEMAN/Unsplash/Divulgação)
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A dor no peito ainda é um dos sintomas mais temidos na medicina – e com razão. Em muitos casos, ela pode indicar um infarto, uma condição grave que exige ação imediata e organizada. Saber como agir nos primeiros minutos não apenas aumenta as chances de sobrevivência, como também reduz o risco de sequelas permanentes no coração.

Embora nem toda dor no peito seja de origem cardíaca, é fundamental tratar qualquer suspeita com seriedade. Isso porque o intervalo entre o início dos sintomas e o atendimento médico – conhecido como “tempo porta-balão” – é um dos principais determinantes do prognóstico.

O que fazer nos primeiros minutos diante da dor no peito

A seguir, os seis primeiros socorros recomendados por cardiologistas diante de um possível quadro de infarto:

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  • Mantenha a pessoa em repousoEvite qualquer esforço físico. O ideal é que a pessoa permaneça sentada, levemente inclinada, ou deitada com a cabeceira elevada, reduzindo a sobrecarga do coração e o consumo de oxigênio pelo organismo.
  • Acione imediatamente o serviço de emergência (192)Não tente “esperar para ver se melhora”. Muitos infartos começam com sintomas leves e evoluem rapidamente. O atendimento precoce permite intervenções ainda na ambulância, o que pode ser decisivo.
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  • Afrouxe roupas apertadasGravatas, cintos ou peças justas podem aumentar o desconforto e a sensação de sufocamento. Pequenas medidas de conforto ajudam também a reduzir a ansiedade, que pode agravar o quadro.
  • Observe os sintomas com atençãoDor em aperto ou pressão no peito, com irradiação para braço, mandíbula ou costas, além de suor frio, náusea, tontura e falta de ar, são sinais clássicos. Em idosos, mulheres e diabéticos, os sintomas podem ser mais discretos, o que exige ainda mais atenção.
  • Não ofereça alimentos ou bebidasEvite qualquer ingestão, pois pode haver necessidade de procedimentos urgentes. Além disso, náuseas e vômitos são comuns nesses quadros, aumentando o risco de aspiração.
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  • Evite medicações sem orientação médicaA aspirina pode ser indicada em alguns casos por ajudar a reduzir a formação de coágulos, mas seu uso deve ser criterioso. Em pessoas com histórico de alergia, sangramentos ou dúvidas diagnósticas, a automedicação pode trazer riscos.

Erros comuns podem agravar o quadro

Um ponto crucial é nunca deixar a pessoa sozinha. O acompanhamento contínuo permite identificar rapidamente sinais de piora, como perda de consciência ou parada cardíaca, situação em que pode ser necessário iniciar manobras de reanimação.

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Na prática clínica, os especialistas costumam repetir uma máxima importante: tempo é músculo. Isso significa que cada minuto de atraso no atendimento pode representar uma área maior do coração comprometida de forma irreversível.

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Outro erro comum é tentar levar a pessoa ao hospital por conta própria. Sempre que possível, o transporte deve ser feito por uma equipe de emergência, preparada para intervir durante o trajeto.

Diante de qualquer dúvida, a recomendação é clara: trate como emergência. Em casos de dor no peito, agir rápido não é excesso de zelo – é uma decisão que pode salvar vidas.

*Carlos Alberto Pastore, cardiologista, doutor em cardiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Livre-docente pela FMUSP desde 2004. Membro da Brazil Health

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(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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