Fibras e câncer colorretal: como a dieta ajuda a proteger o intestino

Ler Resumo

O câncer colorretal é o que mais cresce em incidência entre adultos jovens no mundo. E, embora as causas para isso não estejam totalmente esclarecidas, se sabe que há uma relação forte com a alimentação.

“É um problema com forte correlação com hábitos alimentares, e grandes estudos populacionais deixam claro que o consumo de vegetais e fibras é protetor”, diz o cirurgião oncológico Samuel Aguiar, líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo.

Ou seja, a ingestão de fibras é fundamental, mas elas seguem em falta no prato do brasileiro: estudos indicam que o consumo no país é menos da metade do mínimo recomendado.

Como as fibras ajudam a proteger o intestino do câncer?

As explicações para esse poder defensivo ainda são investigadas. As hipóteses incluem:

  • A melhora do trânsito intestinal, que reduz o tempo de contato entre a mucosa do órgão e compostos cancerígenos;
  • A ação anti-inflamatória de substâncias que surgem quando a microbiota fermenta as fibras.
Leia também:  O que é cardiomiopatia? Conheça tipos, sintomas e tratamentos

Essas substâncias são os ácidos graxos de cadeia curta, como acetato, propionato e butirato, produzidos pelas bactérias intestinais a partir dos carboidratos que o corpo não consegue digerir.

Continua após a publicidade

A pista que veio da África

A ligação entre fibras e doenças intestinais ganhou força entre os anos 1960 e 1970 com o médico britânico Denis Burkitt. Ele foi para a África nos anos 1950 como cirurgião colonial do governo britânico e se estabeleceu em Uganda, onde estudava um tipo raro de câncer infantil, que ficaria conhecido como linfoma de Burkitt.

Vivendo por lá, o médico notou que várias doenças comuns no Reino Unido eram raras entre populações rurais africanas, como prisão de ventre, diverticulite, hemorroidas, câncer colorretal e até diabetes e obesidade. A alimentação dessas populações era baseada em vegetais nada processados e ricos em fibras.

Burkitt passou a defender a ideia de que essas seriam “doenças da civilização”, que surgiram ou se tornaram muito mais frequentes com a urbanização e o consumo crescente de alimentos refinados e pobres em fibras.

Produtos enriquecidos com fibras protegem contra o câncer?

Não é bem assim. Encher o carrinho do supermercado com produtos enriquecidos com fibras não é a solução.

Continua após a publicidade

“O benefício está relacionado nas pesquisas a padrões alimentares, principalmente aqueles baseados em alimentos naturais e minimamente processados”, esclarece Aguiar.

De forma geral, nenhuma novidade industrializada “rica em fibras” consegue imitar tão bem a sinergia de nutrientes de uma fonte natural de fibras, seja ela uma maçã, uma porção de brócolis ou uma colher de aveia.

+Leia também: Guaraná com fibras chega ao mercado. Será que é uma boa para você?

Como colocar mais fibras no prato

  • Troque cereais refinados e massas brancas por versões integrais;
  • Mantenha o arroz com feijão e varie as leguminosas, como lentilha, grão-de-bico e ervilha;
  • Inclua frutas com casca e vegetais coloridos nas refeições;
  • Aumente o consumo aos poucos, para evitar gases e indigestão.
Continua após a publicidade

Leia também:  "Dor muito forte": Problema na articulação a...

Veja todos os efeitos do nutriente na reportagem de capa de VEJA SAÚDE sobre a importância das fibras e sua ação contra as principais doenças da atualidade.

Esse conteúdo foi elaborado com ferramentas de inteligência artificial, com apuração e edição feita por humanos

Artigo Original CLIQUE AQUI


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *