Neurologista explica principais causas da dor de cabeça constante e quando acender o alerta

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A dor de cabeça constante é uma condição clínica frequente e multifatorial, que exige investigação criteriosa para definição de causa e conduta. As cefaleias crônicas diárias se dividem em dois grandes grupos:

  • Cefaleias primárias: quando a dor é a própria doença, como na enxaqueca e na cefaleia do tipo tensão;
  • Cefaleias secundárias: quando a dor é consequência de outra condição de saúde

Principais causas de dor de cabeça frequente

Podemos citar como motivos para dores de cabeça frequentes:

  • Enxaqueca crônica;
  • Cefaleia do tipo tensão;
  • Cefaleia por uso excessivo de medicação;
  • Cefaleia por apneia do sono;
  • Oscilações hormonais na mulher;
  • Bruxismo e transtornos da articulação temporomandibular não tratados;
  • Problemas de saúde como pressão alta.

A enxaqueca pode evoluir com aumento de frequência e intensidade ao longo do tempo, especialmente quando associada ao consumo frequente de medicamentos para dor, inclusive aqueles vendidos sem prescrição, além de sobrepeso e transtornos como ansiedade e depressão.

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A cefaleia do tipo tensão é a forma mais comum e costuma se apresentar como sensação de pressão ou aperto, geralmente de intensidade leve a moderada.

A cefaleia por uso excessivo de medicação ocorre quando há consumo frequente de analgésicos por mais de 10 dias ao mês, por períodos prolongados, contribuindo para a manutenção e piora da dor.

Distúrbios do sono, como a apneia, podem causar dor de cabeça ao despertar, devido a alterações na oxigenação durante a noite. Oscilações hormonais também influenciam a ocorrência de cefaleia, especialmente em mulheres, com impacto em fases como climatério e menopausa.

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Problemas como bruxismo e disfunções da articulação temporomandibular podem gerar dor persistente, assim como condições clínicas como hipertensão, alterações da tireoide, desidratação e variações glicêmicas.

A adoção de hábitos saudáveis tem impacto direto na prevenção, incluindo sono regular, alimentação equilibrada, hidratação adequada, redução de cafeína e prática de atividade física.

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Quando a dor de cabeça é sinal de alerta

Alguns sinais indicam necessidade de avaliação médica imediata:

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  • Sintomas sistêmicos como febre e emagrecimento;
  • Doenças associadas à imunossupressão;
  • Cefaleia em gestantes ou puérperas;
  • Confusão mental, sonolência ou alterações neurológicas;
  • Dor de início súbito e intensa;
  • Início da dor após os 50 anos;
  • Mudança no padrão habitual ou piora progressiva;
  • Dor associada a esforço físico, atividade sexual ou mudanças de posição.

A identificação da causa é determinante para o tratamento adequado. A dor de cabeça constante não deve ser naturalizada, especialmente quando há impacto funcional ou progressão do quadro.

*Aline Turbino, neurologista, mestre em Neurociências pelo setor de Cefaleias da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

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(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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